Introdução

Gosto muito de fazer  coisas juntas com meus filhos e quarta-feira o Dedé, meu filho mais novo,  fica no meu pé dizendo: Mãe!  Hoje é dia de Qual é o seu talento. É o nosso programa! Não vamos esquecer, né? E assim foi... Assistimos ao programa e ao término, estava tão calor dentro de casa, que eu peguei meu colchãozinho e fui para a varanda preparar minha aula de informática com a Bíblia ao lado. Abri e li sobre talentos. Sorri! Senti o Espírito sussurrar em meu coração, dizendo: Escreva para seus alunos. Então decidi reescrever essa parábola que meu querido Jesus contou há tantos anos atrás.

 

A história

texto base: Mateus 25:14-30

Sempre que Jesus queria ensinar alguma coisa importante, ele usava as parábolas para ilustrar melhor e fixar o conteúdo. E eu vou contar essa parábola, contextualizando para os nossos dias e vamos extrair uma lição que no decorrer desse ano quero olhar para você e perguntar: Como está o seu talento?

Existia um  homem muito rico. Naquela época de Jesus, uma das moedas era o talento. Ela era muito valiosa. Esse homem precisava viajar e para isso, ele chamou 3 empregados seus e deu para eles administrarem de acordo com a capacidade deles 8 talentos. Assim, o primeiro empregado ficou com 5 talentos. O segundo empregado com 2 talentos. O terceiro empregado com 1 talento. E após isso, partiu.

O primeiro empregado, que tinha 5 talentos trabalhou arduamente. Eu diria que ele "ralou". Não jogou na mega sena, mas trabalhou, negociou, usou a criatividade, e por fim, conseguiu duplicar o dinheiro e chegar a 10 talentos.

O segundo empregado, que embora tinha ficado apenas com 2 talentos, não ficou revoltado por ter sua capacidade menosprezada, mas  trabalhou arduamente. Ele também "ralou". Também não jogou na mega sena, mas trabalhou, negociou, usou a criatividade, e por fim, conseguiu duplicar o dinheiro e chegar a 4 talentos.

Já o terceiro empregado, que ficou com um talento, pensou: - Então eu fiquei com 1 só? Minha capacidade é pequena? Ele vai ver quem é incapaz? Eu não vou fazer é nada! Esses dois que ganharam mais são uns bobões! Ficam trabalhando para aquele "muquirana". Eu é que sou esperto! Vou enterrar esse talento e quando ele voltar eu devolvo e pronto. E assim o fez. Pegou a pá, enterrou e talento e ficou na "vida boa".

O tempo passou e o homem rico voltou. Este foi procurar o primeiro empregado e ao receber um feed-back do seu empreendimento ficou muito feliz e lhe deu uma promoção. A mesma coisa aconteceu com o segundo empregado, que também foi promovido. Quando encontra com o terceiro empregado, o mesmo fica se auto-justificando, tentando arrumar alguma desculpa,  mas o patrão, muito irritado, abre a porta e diz: - Está demitido!

Eu queria colocar essa parábola no contexto escolar. Vocês tem talento nato, que é a sabedoria que Deus colocou na vida de cada um. Tem uns que se destacam mais um português, outros em matemática, outros em artes, outros em música. Talvez seja por isso que Jesus fala de 5, 2 e 1. É para ilustrar a diversidade de cada um, afinal de contas, somos diferentes, somos únicos. Independente de quanto temos da cada talento, Jesus nos incentiva a duplicar isso. Acomodar-se é pecado, pois pecar é errar o alvo;  e quem é o prejudicado? Nós mesmos! Deus continua a ser Deus.

Eu imagino que esses homens, não conseguiram duplicar o dinheiro de uma hora para outra. Eles investiram, arriscaram, estudaram possibilidades e aos poucos foram conseguindo um pouquinho aqui, um pouquinho acolá. E assim é a vida escolar. Não se aprende tudo de uma hora para outra. É necessário esforço, dedicação diária – traduzindo, estudem, participem, prestem atenção nos conteúdos, façam lição, estudem para as provas, ouçam a cada professor, absorvam dele o que ele tem ensinado.

As aulas que vocês receberão no decorrer desse ano, são doses e mais doses de conhecimento... dupliquem esse conhecimento. Dediquem-se. Não sejam negligentes. Não façam como aquele homenzinho que enterrou o seu talento, mas dupliquem e produzam alegria no coração da sua mãe, do seu pai.

Recordo que uma vez eu tirei uma nota zero, aquela bem redondinha em química. Estava no primeiro ano do ensino médio. Até então, nunca tinha tirado nota vermelha. Confesso, que nas áreas de exatas, minhas notas não eram aquela "Brastemp" nas eu alcançava o proposto. Mas zero? Foi de doer!  Poderia ter ficado revoltada com a professora, que  não ensinou o conteúdo direito. Mas cheguei em casa, chorei, chorei e por fim, peguei a matéria, os livros e rachei de estudar. Nunca esquecerei, pois estudei como nunca, e na  prova seguinte, tirei 10. Recuperei-me. Não enterrei meu talento, mas dupliquei e é isso que Deus quer da gente. Que nunca desanimemos. Às vezes, como o terceiro homenzinho, queremos "boicotar" o professor  nas aulas, pois ele é um "chato", pois ele foi "injusto" na distribuição de talentos. Adolescente tem mania de achar que tudo é injusto e a forma de manifestar é bagunçar nas aulas, desrespeitar o professor, aprontar todas e mais alguma e daí não aprende nada. O que acontece? Enterramos o nosso talento. Enterramos algo que poderia ser importante para nós e que talvez, mais prá frente iríamos precisar. E Jesus , quis deixar esse princípio de duplicar nossos talentos, independente da situação. O princípio é simples: o sucesso depende exclusivamente de nós, do nosso esforço, do nosso trabalho, basta que não enterremos o nosso talento.

Ontem eu tive uma grande alegria. Meu filho mais velho, o Felipe, que durante anos, procurei passar para ele esses princípios,  prestou FUVEST e passou na 1ª e 2ª fase da FUVEST, como treineiro - ele ainda tá no segundo ano do médio. Mas vocês vão dizer que ele é inteligente e tudo mais... Eu posso afirmar que ele é tão inteligente quanto cada um de vocês, mas ele sempre ralou e rala muito nos estudos porque tem metas, tem sonhos. Ele não fica só com os conteúdos da escola, ele estuda bastante também pela internet. Uma das comunidades do orkut predileta dele é plantão de dúvidas virtual. Volta e meia ele está lá postando dúvidas e também compartilhando seu conhecimento.  É que ele não enterrou o talento dele, mas duplicou e colheu alegria no seu coração e no coração da sua velha mãe.

Queridos... Meu apelo é que não enterrem seu talento! Eu trabalho aqui há 10 anos e fico muito triste, quando um aluno enterrou o talento, não se esforçou e acaba sendo retido no final do ano.    Eu tenho certeza que cada um de vocês tem muiiiito talento e a minha oração, meu desejo e meu incentivo aqui nessa reflexão é que você duplique o seu talento, para isso, trabalhe, rale, se esforce!  Que  você venha crescer e ser promovido em todos os aspectos. Com certeza seu pais vão se alegrar, você vai se alegrar, aqueles que te rodeiam também e principalmente o pai celeste, aquele que torce e vibra quando você acerta o alvo.


Com amor

Lina Linólica

 

Recursos que utilizei: Somente expressão corporal, a fim de dinamizar a  história. O que ganhou 5 e 2 talentos, fiz questão de apontar para algum aluno que estava assentado nas primeiras carteiras. Dei o talento imaginariamente para ele, cumprimentei pelo desempenho. Já o que ganhou 1 talento, fiz questão que usar alguém imaginário, nunca associando a nenhum aluno e ao despedir abri a porta e o enxotei-o para fora. Ao final da meditação, fiz um apelo perguntando quem estava comigo nessa e por fim oramos juntos. Se você for usar essa história, pode adaptar a experiências pessoais suas e inserir a questão das drogas, gravidez na adolescência, e outros fatores de rebeldia  que eu não usei porque percebi que não se contextuaria àquele meu grupo de alunos.

 

 

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