Diário de viagem a Buenos Aires / Bariloche

  07 a 17/07/2009

Mês de Junho, boom do vírus H1N1 na Argentina. Recomendações para não viajar. Pressões! Quase desisto, mas na última hora decidi ir. Quer saber como foi? Leia o artigo: Quem disse que viver seria fácil?

 

Dia 07 de julho

Viagem marcada para 18:00 - malas prontas. Álcool em Gel, vitamina C, própolis, passagem, autorização de viagem devidamente reconhecida no cartório. Saímos de casa às 14:00, pois vá que a marginal estivesse lotada. O marido foi nos levar até Cumbica. Nos despedimos e lá fui eu fazer o chek-in com bastante antecedência, pois ainda queria trocar uns 100 reais por peso, para o  remisse e algum lanchinho. Só que para nosso desespero, fomos barrados. A lei havia mudado em maio desse ano e a autorização que estava acostumada a usar não valia mais. Ninguém nos avisou disso. Liguei imediatamente para o Roberto voltar (ele ainda estava no transito por ali).  Fomos para Guarulhos, primeiramente no Poupatempo, mas não consegui resolver. Por fim, fomos no juizado de menor. Lá foi emitida a autorização. Conversando com o rapaz da Xerox, ele disse que em média 10 pessoas passam por lá numa agonia tremenda, por conta dessa nova lei. Tanta desgraça a mídia promove, massifica e tudo mais. Agora numa informação que é de utilidade para todos, ninguém se ouve falar. Enfim,  voltamos para o aeroporto. É claro... perdemos o vôo das 18:00, mas remarcamos para 20:30.  Pagamos a multa, mas felizmente conseguimos manter o valor promocional, pois o avião foi praticamente vazio.  Mesmo assim foi aquela correria e nem deu tempo de passar na casa de câmbio. Na fila do check-in  liguei pro meu sobrinho mandar email pro albergue pedindo a alteração do horário do transfer. Fiquei no impasse... Será que eles abririam o email? Quando cheguei, lá estava meu transfer me esperando. Que alegria, pois o Ezeiza é bem longe do hostel. Cheguei no El Firulete as 00:30. Devo continuar aqui? Acho que vai ficar muito grande esse dia, né? Vamos para o próximo.

 

 

Dia 08 de julho

Fomos recepcionados. Colocamos nossas malas no quarto. E estávamos famintos. Era quase 1 hora de manhã e só havíamos comido um mirradinho lanche no avião que não deu nem pro cheiro. Decidimos sair para comer.  Estávamos na Maipu, fomos até a Corrientes e depois entramos na Florida, pois lembrava que tinha um Mac Donalds lá, mas já estava fechado. Voltamos pra imensa Corrientes. Ainda tinha um Burguer King, com pessoas dentro. Fomos entrar, mas a porta estava trancada e um funcionário fez sinal com a mão de que estava cerrado. Ainda fomos numa outra lanchonete na mesma situação, mas também cerrada. Continuamos famintos, andando pela Corrientes avistamos uma Uma pizzaria. A porta estava aberta. Entramos.  Perguntei se ele aceitava real ou cartão de crédito. Ele respondeu negativamente e mal humoradamente. Disse que só peso ou dólar. Lembrei de uma notinha de 20 dólares que tinha na carteira. Ufa... menos mal. Comemos uma pizza e pra economizar íamos pedir o maior refrigerante. Tinha a soda. Logo imaginei a nossa clássica soda limonada. E esse foi o nosso primeiro mico.  Soda é água mineral com gás. eheheheh. Mesmo assim, famintos, comemos. É claro... inauguramos o nosso álcool em gel, que faria parte do nosso dia a dia na limpeza das mãos. Era tanta pizza e tanto queijo que um pedaço encheu a nossa pança. Pedimos pra embrulhar pra viagem e comemos essa pizza no outro dia... hehehe...  Ainda sobrou 50 pesos de troco dos 20 dólares. O caixa, mal humorado nos orientou pra trocar dinheiro até quinta feira, pois na sexta era feriado. Voltamos pro albergue, dormimos e quando acordamos fomos a Casa de Câmbio América e trocamos nossos reais. Agora sim. Estava cheia de pesos. Vale a pena trocar $ lá, pois enquanto as outras estavam pagando em torno de 1,80 e lá estava 1,91.  Quer saber a cotação? Entre nesse site: www.dolarhoy.com. Achei bem útil.

Nesse dia fomos no Carrefour comprar água e guloseimas. Almoçamos no MacDonalds e depois fomos para San Telmo,  em seguida fomos para o Porto Madeiro. Voltamos a pé e paramos na Casa Rosada, caminhamos mais um pouquinho e chegamos no albergue.

Ah... caso esteja se perguntando e o Caminito, Boca, Recoleta? Dessa vez não quis ir, porque já tinha ido nesses lugares em 2005.

 

 

Dia 09 de julho

Sendo feriado, achei legal fazer algo diferente. Optamos em pegar um trem e visitar uma cidade perto de Buenos Aires, chamada Tigre. Quem está lendo, saiba que essas dicas eu vou analisando antes da viagem em comunidades do Orkut - mochileiros, mochileiros da América do sul, Buenos Aires. O gostoso de fazer uma viagem independente é que a gente faz o nosso próprio pacote, é imprevisível, a gente cresce mais, pesquisa mais e não fica naquela filinha indiana com um guia a tira colos.  Enfim, com menos de 10 pesos, fizemos nosso passeio ao Tigre. Lugar lindíssimo.  Andamos de catamarã e foi bem gostoso. O dia estava hiper ensolarado e a paisagem reluzia  e tudo a gente queria fotografar.  Acho que todos os portenhos estavam lá, já que não tem praia em Buenos Aires, o pessoal pega uma garrafinha térmica com té e faz pic nic na grama. Nessa dia almoçamos no Burguer. Estava morrendo de fome, então pedi o x-treme. Na verdade, 3. Um pra cada. Nooossa... é imenso. Nunca comi tanto lanche. Isso é bom, porque no Brasil quase nunca saímos para comer fora, pois os preços aqui são muito altos. Pelo menos aqui na Argentina é mais em conta comer fora. Com 70 pesos ou menos,  comíamos os 3 e ficávamos empanturrados. Ainda nesse dia visitamos o museu da Aeronáutica ou Marinha. E depois, de tardezinha voltamos pro albergue mortinhos de cansado.

O nosso albergue aqui em Buenos Aires foi o El Firulete - um prédio antigo, localizado na Maipu. Foi o único que consegui com 3 camas. A maioria era com 4, então se quisesse um quarto só pra nós, tinha que pagar 4 camas... hehehe... A diária do quarto,  ficou em 116,00 reais pra quem tem curiosidade em saber. Tinha wifi no quarto, assim sendo pude acessar a net na boa pelo meu pequenininho (Asus -EEE). E tinha também café da manhã. Café e água argentino é tudo de ruim. Mas... nem tudo é perfeito. O local era limpíssimo, tinha até vaso de flor no banheiro feminino... hehe. Ah... localização nota mil. Ficava pertinho de tudo. Da Florida, Corrientes, Rivadavia - ruas centrais de Buenos Aires.

 

 

Dia 10 de julho

Nesse dia, deixei o Felipe, meu filho de 15 anos,  encarregado pelo passeio, já que seria o nosso último dia em Buenos Aires. Na verdade, o Felipe era o nosso guia, pois o seu espanhol está muito bom e ele demora menos tempo para entender os mapas do que eu. Essa meninada tem um raciocínio muito rápido. Ele escolheu o Jardim Botânico e o Malba - museu de Palermo. A noite iríamos no Café Tortoni, pois já havíamos comprado o ingresso pro show de tango previamente. Almoçamos, pegamos o sbte até a Plaza Itália e lá fomos nós. Ainda estava meio cansada do  passeio anterior e fui naquela preguiça. Tinha muitos gatos no jardim botânico e enquanto ele ficava analisando as plantas e lembrando das aulas de biologia, eu me distraia com os gatos. Teve uma hora que um deles pulou no meu colo e quase entrou na minha bolsa. Eu levei um sustão. E o Dedé, meu filho de 14 anos (ops, nesse dia ele tinha 13) só ria. Depois do jardim botânico fomos ao Malba. Não pestanejei e peguei um táxi. Estava muito cansada para caminhar até lá a pé. Ficou em 13 pesos. Táxi é muito barato. Visitamos o Malba. Fiquei emocionada, pois o Abopuru de Tarsila Amaral estava exposto lá e tinha outras obras de pintores famosos como Di Cavalcanti e outros. É show de bola esse museu de vidro. Na volta, resolvi perguntar onde era o metro (sbte), eu entendi 3 quadras, o Felipe 10 quadras, mas assim fomos. Andamos, andamos, andamos, umas 5 quadras e nada. Daí perguntamos novamente. Disseram umas 10 quadras. Puxa... pelos meus cálculos eram umas 5. Mas... andamos, andamos, andamos e voltamos a perguntar. Adivinhe a resposta?  umas dez quadras. Desisti. Peguei um taxi e voltamos pro albergue. Ficou em 15 pesos. Devia ter tomado um antes. 

Tomamos banhos e lá fomos pro Café Tortoni. Comemos picada, tomamos chocolate com churros, capuccino. Depois desse dia, o meu cappuccino ficou no chinelo e o chocolate também.  Depois descemos para assistir ao show. Foi muito lindo o show de tango. Gostei mesmo de participar das raízes culturais desse país. Foi bem descontraído essa mistura de teatro, música e dança. Nesse dia fizemos amizade com um casal de equatorianos. A esposa ficou encantada com o Felipe e até nos deu seu telefone caso um dia fôssemos pro Equador. hehehe... Foi um dia perfeito.

 

 

Dia 11 de julho

Acordamos, arrumamos nossas malas, pegamos um táxi e fomos para a rodoviária de retiro. Estava meio preocupada, pois minha passagem eu comprei pela internet - site da Andesmar e paguei muito barata nela, ou seja, 185 pesos cada uma. Foi uma viagem de 25 horas. Foi muito cansativa. O ônibus era um pinga pinga, ou seja, parava em todas as cidades. Até pensei que iria atrasar, mas que nada, já estava tudo previsto. Quase não podia descer do ônibus. Toda a refeição era servida pelo rodo moço. Tivemos um lanche (acho que era o almoço), às 18:00 uma merenda (café/leite e alfajor) e a ceia 21:00 que era o jantar - lasanha quente com pães, frios, refrigerante e sobremesa. De manhã tomamos o café da manhã e a viajou se entendeu até 13:30 quando chegamos na rodoviária de Bariloche.  A paisagem nas 22 horas seguintes foi monótona e de estrada plana. Vegetação rasteira, tipo pampa, mas não muito bonita. Depois disso, serra. San Carlos de Bariloche estava se aproximando. Lago Nahuel Uaphi, montanhas com cume de gelo. Bosques. Pinheiros. Muito linda a paisagem. Fiquei emocionada e bati muitas fotos.

 

 

Dia 12 de julho

Ao chegar na rodoviária, vi uns floquinhos brancos, bem discretos. Logo imaginei... neve... mas ficou só nisso... Comprei nossa passagem de volta e resolvi pagar mais caro, mas ir pela via Bariloche - 20 horas de viagem. Foram 295 pesos cada, mas valeu. Então entendi o porquê não comprei ida e volta no Brasil, porque pegar o ônibus de volta pela Andesmar ia ser muito ruim. Pegamos um taxi e fomos para o nosso albergue. Estávamos famintos, por isso, largamos as coisas no quarto e fomos num restaurante pra comer. Achei meio carinha a conta. Ficou em 105 pesos e logo pensei, se formos nesse ritmo vamos ter que cozinhar algumas vezes.

Depois do almoço ou quase janta, pois já era meio tarde, fomos explorar a cidade, mas estávamos meio mal agasalhados. Ventava muito e fazia muito frio no lagoa, então retornamos pro albergue que era bem quentinho. Nesse dia, fechei alguns pacotes com o Matias, pois Bariloche o esquema é outro, pra ir em determinados cerros tem que ser veículo a tração e tudo mais.

 

Dia 13 de julho

Nesse dia foi o aniversário do Dedé. Ele completou 14 anos. Muito chic completar o aniversário em Bariloche. Já está virando tradição. No ano passado foi em Puerto Iguazu e nesse ano em Bariloche. Ele, sarrista como sempre, disse que o ano que vem vai querer em Paris (só se for em sonhos).  Troquei o resto dos meus reais aqui em Bariloche. Não gostei nada da cotação, pois era 1,80 pesos por 1 real. Saudades do Câmbio América de Buenos Aires. Descobri que o hostel daqui só aceitava dinheiro e os pacotes também, daí só consegui usar o cartão de crédito para comer. Circulamos pelo Lago Nahuel Yuapi - ele é lindo demais. Parece mar. É muito azul. Deve ser por causa do frio. A vegetação daqui é linda demais. Parece até que estou no natal e no pólo norte... hehehe... ops... nunca fui no pólo norte, mas a Patagônia é bem no sul do sul, né? Andamos muito à pé e almoçamos quando pintou a fome. A tarde fizemos o nosso primeiro passeio do pacote, o circuito chico. Um ônibus veio nos buscar e foi parando nos hotéis e pegando os riquinhos... Eu digo riquinhos, porque éramos os únicos que estavam em hostel (albergue) - eheheh. Fomos no Cerro Campanário e a guia foi comprar os ingressos para a gente. Eu achei ridículo... rsrs... pois estou sempre acostumada a tomar minhas ações e agora parecia uma ovelhinha, com uma guia...Tudo bem, valeu o lugar. Muito lindo, muitas fotos e fiquei com medinho de subir naquele teleférico. Descemos e fomos para um outro local, bater mais fotos. Depois fomos num tal Llao Llao, um hotel de luxo - muita ostentação pro meu gosto. Depois fomos pra loja da rosa mosqueta - ganhamos chazinho. Até que é gostoso e enfim voltamos pro albergue quase de noitinha.  Nesse dia fiz macarrão com verdura e salsicha no hostel, lá tem uma cozinha bem legal. Foi bem econômico, pois com apenas 20 pesos alimentei 3 e ainda sobrou muito.

 

Dia 14 de julho

Nesse dia tivemos que acordar cedo, tomar café e ir pro Refugio Neumayer. Foi um dia inesquecível. Para ir nesse Cerro requer veículo especial por causa da neve e da lama. Até então só tinha visto a neve de longe e durante o trajeto estava meio desanimada, pois o dia estava ensolarado, pra variar  e a tão sonhada neve parecia  derreter a cada metro. Via pequenas porções de neve derretendo como espumas. Daí pensei. Será que é só isso? Mas quando chegamos, tinha muiiiita neve.  Tudo branco e eu, com meu macacão ridículo de astronauta alugado e aquelas botinhas horríveis  ia andar muito.  O Dedé ao chegar, impulsivamente já fez bolinhas e começou a atirar no irmão. Precisava ver a carinha de felicidade deles no seu primeiro contato com a neve, mas lá fomos tomar café no refúgio de receber instruções. Nos cerros só existe um refúgio. Um local onde as pessoas que escalam montanhas possam tomar um banho, descansar ou dormir. Não existe mais comércio, somente aquele. As bebidas estavam no freezer natural, ou seja, enterradas na neve.  Depois de comer uns bolinhos parecidos de queijo e café com leite, iniciamos a nossa caminhada 2,5 km pela neve de . Eu quase desisti. Estou totalmente fora de forma. A neve pisada escorrega e a neve sem ser pisada afunda. Optei pela segunda e afundava, atolava e era muito cansativo. Mas os meninos insistiram muito comigo e por fim acabei indo, aos trancos e barrancos. Uma paisagem branca e de árvores quase sem verde, num tom marrom. Cenário lindo. A guia nos disse que no verão aquilo tudo volta a vida de cor amarela e vermelha. Subimos o cerro (puf, puf, puf) e lá de cima batemos muitas fotos. A imagem muito linda. Nunca tinha visto algo assim. Tudo tem seu preço né? Nessas horas tem que ser perseverante. Depois descemos e encontramos a lagoa verde. Congelada. Atolei na neve e descansei. Delícia. Você deve estar se perguntando. Deitou no gelo? E o frio? Naquele dia estava sol e eu morria de calor naquele macacão, queria mesmo era congelar. ehehehe. Os 2,5km de volta foram mais tranqüilos, descida, deslizamentos, tombos e afundamentos. Voltei para casa de tardezinha, mais morta do que viva. Não queria sair para comer. O Felipe foi ao mercado comprar pães e frios. Comemos no albergue, junto com a macarrão que sobrou no dia anterior. Tomei banho e dormi no quarto quentinho.

 

 

Dia 15 de julho

Fomos ao Cerro Catedral. Prá variar, mais um dia ensolarado. Tanto é que na base o Cerro, onde sempre neva, estava tudo sem neve. Tomamos o teleférico e subimos o Cerro.  Lembrei do filme "Deu a louca na chapeuzinho" na parte das estações de esqui. Tinha muita estação de esqui e muita gente esquiando. Eu não quis esquiar, pois precisava alugar equipamento e fazer o curso. Então subimos no topo mais alto. Os meninos ficaram brincando na neve e eu aproveitei pra descansar do dia anterior. A paisagem aqui de cima era tão linda que quase chorei. Parecia que aquele lago era de ouro, de tanto que brilhava e a neve tão branca era de tirar o fôlego. Almoçamos no refúgio Lynch. Também é o único. Caro pra dedéu, mas assim teríamos mais tempo ali. Batemos mais fotos. Os meninos exploraram tudo. Já eu não explorei muita coisa, pois tava com um pouco de medo de escorregar naquela neve. Aliás... aquilo parecia vídeo cacetadas, pois o que tinha de gente enfiando o popô no gelo. hehehe... e como eu já caí de skate há alguns anos atrás não tava muito a fim de repetir a experiência. 

Descemos do cerro, tomamos chocolate quente. Aliás, foi o que mais fizemos. Chocolate quente com churros. Eita delícia e voltamos para o nosso hostel.

Pra quem quiser um dia visitar Bariloche e tiver meio sem grana, eu recomendo: Condor de Los Andes. É um hostel que fica bem na região central de Bariloche. Fica atrás do Centro Cívico e há 5 minutos da Mitrê. Tem café da manhã. O quarto tem aquecedor. Tem wifi é claro (sem wifi eu não fico) Tem banheiro privado. E o atendimento é bem legal.  Também consegui uma habitação com 3 camas. E ficou por 119 reais a diária.  Os passeios que fechei lá no próprio hostel eram o mesmo preço ou  até mais baratos que muitos hotéis.

 

 

Dia 16 de julho

Dia de voltar para Buenos Aires. Arrumamos nossas malas e fomos nos despedir da bela Bariloche. Almoçamos no Crocodillo. Fica bem na esquina da mitre. Na verdade foi uma despedida do chocolate quente com churros e das deliciosas empanadas.

O chocolate quente com churros fica 10 pesos e as empanadas 4 pesos cada. Comi tanta empanada que estava meio empanturrada no ônibus.

A tarde pegamos o nosso ônibus via bariloche. Muito mais chic que o da Andesmar. Nem percebi a viagem. Brincamos no notebook (legal é que a bateria durou mais de 3 horas), depois de stop, depois de pim. A janta foi muito boa. Toda hora o rodomoço vinha perguntar se precisávamos de algo, tipo café e etc. A noite ele veio até servir vinho ou champanhe... mas eu não quis não... prá quem gosta, é chic, né? O problema foi dormir, embora o ônibus fosse cama, não achava posição... por fim... acho que dormi um bucadinho e logo amanheceu.

Dia

 

 

17 de julho

Chegamos no terminal as 9:30 da manhã. A nossa viagem era de tardezinha. Mas preferi chegar antes para não arriscar. Deixei as malas na rodoviária, pegamos o sbte e fomos para Buenos Aires. Fomos no Obelisco e depois fomos pra Florida. Almoçamos por lá mesmo. Depois fomos no Carrefour comprar alfajor. Comprei algumas caixas. Aliás, depois de hambúrguer, o que mais comemos aqui foi alfajor. Eita coisa boa.  Andamos mais pra cidade e voltamos pra rodoviária. Lá encontramos o remis que havíamos fechado para nos levar para o Ezeiza. Ele iria nos cobrar 100 pesos para isso. O problema é que teve alguns acidentes na pista e o taxista teve que fazer outro caminho e demorou pra chegar no Ezeiza, até parece a marginal que tava tudo parado. Enfim, chegamos, fizemos o chek-in no horário e voltamos para a nossa terra Brasil.  E assim foi a nossa viagem abençoada.

Obrigado Pai por cuidar de nós e nos dar mais esse presente. Obrigado Jesus por ir conosco pelo seu Santo Espírito que nos conduzia em todas situações e também nos mínimos detalhes. Sabe... sou mochileira, consulto a net, consulto orkut, mas em tudo, estou sempre orando e perguntando no meu coração ao Espírito Santo onde ficar, com quem fechar, etc e tive experiências muito gostosas nesse sentido. Só posso dizer: Deus é bom demais! E aqui eu termino o meu diário de viagem.

 

 


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