Diário de Viagem - Argentina - Buenos Aires

 - isso foi em 2005 - tem a da viagem de 2009 e está bem mais completo...

 

O gostoso de viajar é poder voltar. É muito bom estar de volta na nossa casinha, com o maridão, enfim com  a família inteira reunida, comendo arroz e feijão.

Bom... pra quem não sabe, eu, o Felipe (meu filho de 10 anos), o André (meu filho de 9 anos)  e minha irmã Cidoca, resolvemos fazer uma aventura. Reservamos um quartinho de albergue, compramos passagem de ônibus e fomos para Buenos Aires. Foi uma experiência inesquecível durante esses 12 dias de viagem (boa parte dentro do ônibus). Em todos os momentos nos sentimos amparadas e protegidas por Deus. Foram dias muitos gostosos em Buenos Aires. Podemos conhecer muitos lugares e nem nos perdemos.  Sempre chegávamos aonde nos propuséramos ir, usando circular (ônibus), trem, metrô, táxi (remises) e até carona de Van e eu arranhando  o  meu "portunhol", dando um fora atrás do outro e o Felipe me corrigindo na pronúncia.

 

O primeiro dia em Buenos Aires (quarta feira)

 

O primeiro dia foi o de se  acomodar no albergue, de reclamar por frazatas (cobertores) e ar quente, de trocar pesos, de voltar de metro para rodoviária para já marcar as passagens de volta para o Brasil, de conhecer a rua Florida e se encantar com ela. Rua em forma de calçadão,  com suas livrarias imensas (que bom seria se todos gostassem de ler), com lojas requintadas, com músicos de rua, a rua que nunca dorme. Enfim, primeiro dia foi o de reconhecimento de território.

 

 O segundo dia

 

Fomos ao Bairro da Recoleta, conhecemos o Cemitério da Recoleta, Basílica Nuestra Senora del Pilar e praças diversas com playground e lojinhas artesanais. Foi nesse bairro que conheci por acaso,  o  Museu Nacional (coisa mais linda que vi... tinha obras de Rembrandt, Goya, Picasso,  Renoir, El Greco, Monet, Rodan, e tantos outros que fiquei de queixo caído com a beleza de cada tela e a peculiaridade de  cada pintor, nem queria mais sair dali... mas o   mais gostoso  é que a entrada era  franca).

 

O terceiro dia

 

 Fomos ao Bairro do Boca , Caminito. Nesse dia, eu passei um óleo de peroba no rosto e pedi para uns “chicos”  que batiam uma “pelota”  num campo do Boca Júniors  para incluir meu Dedé no jogo de futebol com eles. Foi emocionante ver o pequeno Dedé, brasileirinho, numa pelada com os argentinos - detalhe, ele fez um montão de gols neles - valeu Brasil. Nesse dia almoçamos num restaurante bem carinho e vimos um show de  tango. 

Não podíamos deixar de ir ao Walt Mart, afinal, tinha prometido para Cidoca que iríamos lá e fomos, de táxi, andamos mais de uma hora de táxi por causa do trânsito e finalmente chegamos ao bairro de Avallanera no Shopping. Estava de cabelo de pé, pensando que ia embora todos os meus pesos... e ficou apenas em 17 pesos (que equivale a mais ou menos 17 reais). Visitamos o Walt Mart e descobri que esse povo só come batata e carne (rs). O pacote de arroz é de 1 kg e só tem uma marca e feijão (o que é isso?), produto inexistente. Alfajor tem de todos os tipos, tamanhos e etc e batata também (pacotão gigante).

 

O quarto dia

 

Fomos conhecer o bairro da  Costanera, ou seja, a via costeira onde está o mar Del Plata. Batemos algumas fotos do mar e fomos para um parque temático muito bonito chamado Tierra Santa, onde é impossível ficar sem bater fotos, são cenários bíblicos, cenários de época antiga,  e tudo muito ligada a Israel e Oriente Médio, enfim, é muito bonito mesmo. Lá comemos num restaurante árabe, e finalmente nos livramos da parrilas (carne assada) e das papas fritas (batata). À tarde, tomamos  o trem e voltamos para o albergue. É interessante, o trem é limpo e organizado como o metro aqui e é cobrado por estação. Já o metrô é mais parecido com os nossos Fepasas, tem até camelô (não tanto como no Brasil).  

 

 

O quinto dia

 

 No domingo, pela manhã, fomos ao bairro do Caballito, conhecer uma igreja cristã (coisa muito rara na Argentina). Era uma igreja bem tradicional, mas foi muito bom ouvir uma pregação sobre a ceia do Senhor em Espanhol e tomar a ceia com os irmãos. De lá, tomamos o metrô e fomos ao  bairro do Palermo, conhecer o Jardim Zoológico... noossa... como tinha gente ali... Bom... é bem grandão, e tava mortinha de cansada, quando os meninos disseram que não queriam embora sem  ver os carpinchos (capivaras) e olhei no mapa eles estavam bem na parte extrema da saída..Aiii... quase morri ali mesmo, mas .. fazer o que né? Mãe e mãe e lá fui eu... ver os carpinchos. Bati um montão de fotos delas e voltamos para o albergue.

 

O sexto dia

 

Na segunda, conhecemos a Plaza de Mayo, a Casa Rosada, a Catedral, e os prédios do governo. A vantagem, é que o albergue em que pousamos ficava há uns 5 minutos desses lugares e perto de muitas estações de metrô, então era impossível se perder ali. Deus é tão bom que até nesse detalhe ele pensou e providenciou para nós um lugar de ótima localização.  À tarde fomos conhecer o Nerverland Abasto, no Shopping Abasto na av. Corrientes. Os meninos se divertiram com esse mini playcenter dentro de um shopping.

 

O sétimo dia

 

 Na terça, fomos mais ver do que comprar coisinhas para nós nas lojas da rua Florida (linda rua - com jeitinho europeu). Todos os dias as noites passeamos nela, pois ficava bem pertinho do albergue que é na Sarmiento, e comíamos um pancho, ou uma parrila, ou uma pizza, ou um mac lanche... E enfim, à tardinha, pegamos o ônibus e voltamos para o Brasil (uma viagem hiper cansativa de duas noites e um dia - umas 33 horas, mas até nisso Deus nos poupou, pois nem uma dor de cabeça sequer tivemos, nem muito menos enjôo).

Bom... agora estou de volta (não para mais de lavar roupas)

 


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